Com o resultado do primeiro turno, abre-se a possibilidade de mudança no comando do país e, com ela, na política de armas. Reunimos aqui a nossa leitura sobre o que pode mudar para CACs e entusiastas do universo bélico caso Flávio Bolsonaro seja eleito e assuma a Presidência em 2027.
Importante: este artigo é uma linha de raciocínio, não uma previsão. Não há como saber o que de fato acontecerá no mercado, e qualquer mudança depende de novos decretos e regulamentações.
O Decreto 11.615/2023 recolocou o 9mm entre os calibres de uso restrito. Desde então, sua aquisição ficou extremamente complexa: vedada para defesa pessoal e limitada a categorias específicas, como atiradores, caçadores e agentes de segurança pública.
O efeito no mercado foi imediato. O portfólio das lojas mudou por completo e o .380 ACP passou a ser o principal produto ofertado. Surgiram também adaptações ao momento, como o .38 TPC, que se assemelha muito ao 9mm.
O 9mm é o calibre com maior variedade no mercado internacional, com pistolas, revólveres e carabinas. Seu retorno ao rol de uso permitido abriria um novo horizonte para o tiro desportivo e para a defesa pessoal.
O porte de trânsito permitia ao atleta transportar seus equipamentos com um deles em condição de uso, para se defender no trajeto se necessário. Sua extinção fez falta a quem se desloca com o acervo.
Na nossa avaliação, isso reduziu de forma significativa a frequência aos clubes de tiro, afetou diretamente a economia desses estabelecimentos e levou muitos a encerrar as atividades. Com o retorno do porte de trânsito, esperamos a volta de atletas ao esporte e mais prestígio para o Brasil no tiro desportivo.
O Decreto 11.615/2023 também acabou com o funcionamento 24 horas, limitando os clubes ao período das 6h às 22h. O Decreto 12.345/2024 apertou ainda mais a regra para os clubes a menos de 1 km de escolas, situação comum em áreas urbanas: neles, a prática de tiro ficou restrita das 18h às 22h em dias úteis, e das 6h às 22h aos sábados, domingos e feriados.
Uma revisão dessas regras permitiria aos clubes urbanos receber seus atletas em horário comercial e, em alguns casos, voltar ao funcionamento 24 horas.
É o caso do G16 Premium. Estamos em São Paulo, uma das maiores regiões metropolitanas do mundo e a maior cidade das Américas e do Hemisfério Sul. Na cidade que nunca para, nosso horário de maior adesão sempre foi das 8h às 2h da manhã, com grande assiduidade depois dos horários de pico.
Nem tudo são boas notícias. A lei da oferta e da demanda indica que um mercado aquecido pode trazer reajustes em equipamentos e acessórios, principalmente nos itens hoje classificados como restritos.
Um exemplo é a Taurus. Prevendo o aquecimento da demanda, a fabricante fará seu primeiro reajuste antes do segundo turno das eleições presidenciais de 2026: 15% em toda a linha, conforme o comunicado abaixo.
Reforçamos: trata-se apenas de um cenário possível. A equipe do G16 segue acompanhando cada movimento e manterá nossos clientes informados.
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